Explode a Revolução

Apurados os resultados da eleição em presidencial de 1930, Júlio Prestes tinha sido vitorioso, derrotando o candidato da Aliança Liberal, Getúlio Vargas.

Os líderes gaúchos, mineiros e paraibanos se recusar a aceitar os resultados das eleições. Dizem dizem que a vitória de Júlio Prestes não passava de uma fraude, um roubo. Na verdade, é difícil de saber quem, dos dois lados, utilizou mais violência e falta para ganhar as eleições. A única certeza  é que a oligarquia paulista foi mais eficiente dos métodos empregados.

O clima de revolta aumentava no país.  Neste momento,  o governador Mineiro Antônio Carlos pronunciou a célebre frase que entrou para a história:  “façamos a revolução,  antes que o povo faça”.  Tal frase mostra que as elites da Aliança Liberal tinha consciência de que era preciso assumir o comando das transformações,  antes que outros grupos sociais ou fizessem,  levando o povo a promover mudanças mais profundas no país. 

Revolta contra as velhas estruturas ganhou força quando João Pessoa,  governador da Paraíba,  foi assassinado por motivos pessoais e políticos,  em 25 de julho.  A morte de João Pessoa foi a gota d'água,  emoção que faltava para unir a oposição contra o governo.

Em 13 de outubro,  a luta armada estourou no Rio Grande do Sul,  espalhou-se por Minas Gerais,  Paraíba e Pernambuco.

Reconhecendo o avanço da guerra civil,  os militares do Rio de Janeiro,  liderado pelos generais Mena Barreto e Tasso Fragoso,  depuseram o presidente Washington Luiz,  no dia 24 de Outubro,  poucas semanas antes do fim do seu mandato.  O poder foi entregue a Getúlio Vargas,  Chefe político da Revolução de 1930.

Terminando a República Velha.  Iniciava-se o período getulista ou a Era Vargas.

Cartaz de campanha de Getúlio Vargas para Presidente da República na eleição de 1930.


Getúlio Vargas, com outros líderes da Revolução de 1930, em Itararé-SP,
logo após a derrubada de Washington Luís.


Getúlio Vargas e João Pessoa.




Missa celebrada em Jequié, Bahia, no dia 15 de novembro de 1930,
por motivo da vitória da Revolução.


Getúlio Vargas no Palácio do Catete em 31 de outubro de 1930, no dia que chegou ao Rio de Janeiro,
após vitoriosa a Revolução de 1930.


Getúlio Vargas em momento de descontração.


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