Além dos problemas econômicos, surgiu ainda a ruptura política entre as lideranças de Minas e São Paulo. Não houve entendimento para indicar o candidato presidencial à sucessão de Washington Luís. Nas eleições de 1930, a oligarquia paulista apoiava o candidato Júlio Prestes, do PRP, enquanto os políticos mineiros apoiaram o nome de Antônio Carlos Ribeiro de Andrade, que era governador de Minas Gerais.
O rompimento do acordo do “café com leite”, isto é, o desentendimento entre o PRP e o PRM, agitou o país. A oposição às oligarquias mais tradicionais aproveitou o momento para conquistar espaço político e formar alianças.
Foi nesse ambiente que nasceu a Aliança Liberal, lançando os nomes do governador gaúcho Getúlio Vargas para a presidência da república do governador paraibano João Pessoa para vice-presidente.
Os candidato da Aliança Liberal passaram a ter o apoio de gente de todo tipo. Gente renovadora que queria acabar com o velho esquema político da República Velha, e gente oportunista que queria apenas conservar o poder nas suas mãos, como era o caso do governador de Minas Gerais, Antônio Carlos, que apoiava, agora, a Aliança Liberal, depois de ter rompido com São Paulo.
De qualquer modo, Aliança Liberal apresentava um programa de reformas com alguns avanços, cujos pontos principais eram: a instituição do voto secreto (para acabar com o coronelismo e as fraudes); e a criação de leis trabalhistas; e o incentivo à produção industrial. Era um programa que tinha grande a citação junto às classe média e os militares ligados ao tenentismo.
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| João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque (Umbuzeiro, 24 de janeiro de 1878 — Recife, 26 de julho de 1930) foi um advogado e político brasileiro |
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